15 de setembro de 2016

Oitchencha e Oitcho



Oitchencha e Oitcho minutes non chegarem para ficaramos contentos e com tres puntos - como diria Jorge Jesus no seu "espanholês", considerando as suas (inéditas?) declarações no final da derrota do Sporting contra o Real Madrid por 2-1 para a Liga dos Campeões Uefa.
Não chegaram de facto oitenta e oito minutos de enorme qualidade da turma leonina para trazer qualquer ponto na deslocação ao reduto do campeão em título da competição. As vitórias morais pouco ou nada valem, principalmente numa competição onde qualquer ponto é recompensado (e bem) financeiramente.

O melhor que posso dizer ao relembrar o Real Madrid vs Sporting é que o campeão tremeu, sofreu a bem sofrer e só a genialidade das suas individualidades conseguiu tirar os 3 pontos das garras do leão quando este parecia ter tudo para degustar tão saboroso pitéu.
O Sporting, já se sabia de antemão, ia para este jogo carregado de irreverência e ambição, com o capitão Adrien a aceitar (e de que maneira) a missão de ficar no Sporting de alma e coração depois de quase ter sido transferido e a emprestar ao emblema leonino um pulmão imenso que encheu o meio-campo do Bernabéu. Se Adrien foi o rosto da ambição e da competência, Gelson foi certamente a face da irreverência. Tapado por forte concorrência na temporada passada, Gelson tem naturalmente mais tempo de jogo esta época e para já está a aproveitar todos os minutos para o merecer. Deixou por diversas vezes a cabeça dos merengues a rodar nas suas trocas de pés e mudanças de velocidade. Jogo como se estivesse na Liga NOS e a esse estatuto reduziu uma defesa tantas vezes chamada de galáctica.
O leão obrigou os madrilenos a um estilo de jogo onde não se sentem naturalmente tão habituados, e nesse estilo os deixou com poucas soluções com pés e cabeça. Mas foram mesmo dos pés (de Ronaldo-afinal sabe marcar livres) e da cabeça (de Morata) que veio o castigo demasiado pesado para uma exibição que merecia mais do que uma derrota pela margem mínima.

Para finalizar, foi bom ver que Jorge Jesus parece ter (finalmente) decidido respeitar as competições europeias como elas merecem. Sem invenções, com o seu melhor onze, a saber que grande parte do orçamento dos maiores clubes portugueses vem exactamente dos lucros da Liga dos Campeões e Liga Europa. Que potencie o sucesso e não seja usado como desculpa em caso de fracasso! Os sportinguistas certamente agradecerão.

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